"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã..."
Aos 12 eu queria fazer 16 e aos 16, 18. Quando cheguei aos 18 as pessoas falaram 'daqui pra frente tudo vai ser diferente e o tempo vai voar'. as coisas demoraram um pouco pra ficar diferentes, mas o tempo realmente começou a voar!
minha prima pequena já é psicóloga, minha amiga da faculdade já é uma senhora casada, minha carteira de motorista logo, logo será renovada pela segunda vez, meus pais têm mais cabelos brancos na cabeça do que pretos, eu nao emagreço mais com tanta facilidade e as rugas já começaram a surgir. Ontem era janeiro e amanhã será setembro! Os ensaios da bateria da escola de samba já vão começar e o semestre letivo já vai acabar. só em 2008 eu já fiz tanta coisa, assisti muitas aulas, fui a muitas palestras, fiz a primeira prova da minha vida, emagreci uns 10 quilos e depois engordei uns 5, terminei e recomecei namoro, quis voltar, adiantar e parar o tempo. sempre o tempo! bem que me terapeuta diz que eu deveria ser menos escrava das horas... cansei de escrever, outro dia eu volto! é, passa ano, entra ano, o tempo voa, mas a tpm continua...
"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho." (Mário Quintana)
Quem sou eu
- Mariana P.
- Planeta Terra, Via Láctea, Brazil
- filha única nascida em 4 de julho de 1982. Esposa fictícia do Chico Buarque.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
"O amor é uma agonia, vem de noite, vai de dia É uma alegria e de repente uma vontade de chorar..."
Conheci Vinicius no ginásio, na aula de português, quando estudei seus sonetos.
Depois conheci sua música. Colei grau com Samba da Bênção e inspirada pelo último post da Manú, resolvi escrever sobre o trecho "Uma mulher tem que ter Qualquer coisa além de beleza Qualquer coisa de triste Qualquer coisa que chora Qualquer coisa que sente saudade Um molejo de amor machucado Uma beleza que vem da tristeza De se saber mulher Feita apenas para amar Para sofrer pelo seu amor E pra ser só perdão", TEM que ter? Acho que ouvi muito Vinicius e li muito Nelson Rodrigues...
Depois conheci sua música. Colei grau com Samba da Bênção e inspirada pelo último post da Manú, resolvi escrever sobre o trecho "Uma mulher tem que ter Qualquer coisa além de beleza Qualquer coisa de triste Qualquer coisa que chora Qualquer coisa que sente saudade Um molejo de amor machucado Uma beleza que vem da tristeza De se saber mulher Feita apenas para amar Para sofrer pelo seu amor E pra ser só perdão", TEM que ter? Acho que ouvi muito Vinicius e li muito Nelson Rodrigues...
terça-feira, 15 de abril de 2008
Soneto da madrugada
"Pensar que já vivi à sombra escura
Desse ideal de dor, triste ideal
Que acima das paixões do bem e do mal
Colocava a paixão da criatura!
Pensar que essa paixão, flor de amargura
Foi uma desventura sem igual
Uma incapacidade de ternura
Nunca simples e nunca natural!
Pensar que a vida se houve de tal sorte
Com tal zelo e tão íntimo sentido
Que em mim a vida renasceu da morte!
Hoje me libertei, povo oprimido
E por ti viverei meu ódio forte
Nesse misterioso amor perdido."
(Vinicius de Moraes)
Desse ideal de dor, triste ideal
Que acima das paixões do bem e do mal
Colocava a paixão da criatura!
Pensar que essa paixão, flor de amargura
Foi uma desventura sem igual
Uma incapacidade de ternura
Nunca simples e nunca natural!
Pensar que a vida se houve de tal sorte
Com tal zelo e tão íntimo sentido
Que em mim a vida renasceu da morte!
Hoje me libertei, povo oprimido
E por ti viverei meu ódio forte
Nesse misterioso amor perdido."
(Vinicius de Moraes)
terça-feira, 8 de abril de 2008
Prazer, Mariana.
Nasci com os olhos bem abertos observando o mundo novo, só não perguntei em que lugar eu estava porque ainda não sabia falar (coisa que não demorou a acontecer). Nasci ansiosa e curiosa, características que me seguem há 25 anos. Sou quase sempre extremista e não gosto do meio-termo. Tenho mais do que duas mãos de amigos e já tive bem mais do que duas mãos de amores, platônicos e não platônicos. Os platônicos me divertem. Os reais me consomem, são deliciosos, mas eu sofro. Sofro mais do que deveria e menos tempo do que as outras pessoas. Engordo e emagreço com a mesma facilidade. Minha vida tem uma velocidade fora do normal. Gosto de samba-raiz e bossa nova. De bar e casa de amigos. Água com gás, cerveja, champagne e Cosmopolitan. Nascer, Pôr-do-sol e Lua cheia. Quando nervosa coço o peito e fico muda, quando à vontade não paro de falar. Falo bastante, mas sou boa ouvinte. Tenho dificuldades pra ouvir não e mais ainda pra dizê-lo. Sou insegura, bem humorada e gargalho com bastante facilidade. Sempre fui muito racional, mas algumas situações derrubam minha razão e eu me torno outra pessoa, inconseqüente, impulsiva e carente não gosto dessa Mariana. Ela é chata! Gosto de cinema, teatro e literatura... E música, muita música. O que seria da vida sem trilhas sonoras? Sou filha única, já disse isso? Nós três somos diferentes, mas somos iguais. E temos o mesmo humor. Não acredito em príncipe encantado, nem em destino. Mas acredito no casamento. Tenho imensa preocupação com o futuro das crianças do mundo e nessas horas queria ser mais corajosa, quem sabe um dia? Quando tepeêmica meu humor é mais instável do que as fases da Lua, quando não, ele varia um pouco menos. Apesar de ansiosa, sou uma pessoa calma. Parei de roer unhas aos 14 anos. Nunca mais coloquei a mão na boca. Meu cabelo é natural e tudo em mim é natural. Por enquanto não tenho vontade de mudar. Gosto de escrever e já fui bem melhor nisso. Às vezes pareço hipocondríaca, em outras horas a Mulher Maravilha. Raramente adoeço, mas no último ano minha saúde deu uma desestabilizada. Morro de medo de ser inconveniente. Meus amigos são todos diferentes, mas todos eles gostam de música boa e de poesia. Nunca deixei de comemorar meu aniversário e acho 4 de julho o dia mais lindo do ano. Tenho homeopata, psicanalista, boa memória, boa audição, mas sou míope. Não tenho medo de morrer, mas gosto muito de viver. Por isso vivo, com os olhos bem abertos observando o mundo, que será sempre novo pra mim.
Prazer, Mariana.
Prazer, Mariana.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Cosmopolitan
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Musicando...
hahaha acabei de lembrar da primeira e única música que fiz na vida, lá por 1988, 1989. Depois foi apresentada pela turma num festivalzinho na escola... Ai, ai bons tempos!
"Tava sentada
Na beira da praia,
Quando alguém me chamou.
Era um amigo,
amigo de fé,
E ele então perguntou:
- Gostas do verão?
Eu disse sim e ele então mergulhou...
Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração.
Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração.
-Gostas do verão?
Eu disse sim.
E ele então me cantou:
- Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração.
Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração..."
"Tava sentada
Na beira da praia,
Quando alguém me chamou.
Era um amigo,
amigo de fé,
E ele então perguntou:
- Gostas do verão?
Eu disse sim e ele então mergulhou...
Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração.
Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração.
-Gostas do verão?
Eu disse sim.
E ele então me cantou:
- Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração.
Seja no inverno,
seja no verão,
Com amor e paz
no coração..."
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
"Desilusão, desilusão. Danço eu, dança você Na dança da solidão..."
O telefone toca, ela olha o visor e o coração dispara. Espera uns segundos e atende. Conversam. Ela mexe no cabelo e coça o peito, está muito nervosa. Desliga e fica uns 2 minutos sonhando acordada, a possibilidade de encontrá-lo está próxima.
Ao chegar no local ela liga. Ele não atende. Ela entra. Depois de uns 10 minutos o vê de longe. Sente uma dor aguda no estômago. Sabe que não é um bom sinal (apesar de não acreditar em sinais). Ele a vê. Encontram-se. Conversam por um bom tempo. O desejo dela é que o tempo pare. Não é o que acontece. Eles se despedem e ele some na multidão. Ela pede uma dose de vodka e toma. Não satisfeita pede outra e mais outra. A dor no estômago aumenta, o corpo começa a formigar. Ela senta. Pede uma água, sabe que é a hora de parar.
Ele reaparece, lindo, sorridente... e acompanhado. O chão dela desmorona. Ele se aproxima, não apresenta a acompanhante. Ela se sente aliviada, mas não consegue conversar, nem sorrir. Deseja profundamente que o tempo voe. O que não acontece. A tortura termina quando ele resolve ir embora, acompanhado. Despede-se dela duas vezes. Ela deseja sumir. Mas não consegue. Quem some novamente na multidão é ele. Acompanhado.
Ao chegar no local ela liga. Ele não atende. Ela entra. Depois de uns 10 minutos o vê de longe. Sente uma dor aguda no estômago. Sabe que não é um bom sinal (apesar de não acreditar em sinais). Ele a vê. Encontram-se. Conversam por um bom tempo. O desejo dela é que o tempo pare. Não é o que acontece. Eles se despedem e ele some na multidão. Ela pede uma dose de vodka e toma. Não satisfeita pede outra e mais outra. A dor no estômago aumenta, o corpo começa a formigar. Ela senta. Pede uma água, sabe que é a hora de parar.
Ele reaparece, lindo, sorridente... e acompanhado. O chão dela desmorona. Ele se aproxima, não apresenta a acompanhante. Ela se sente aliviada, mas não consegue conversar, nem sorrir. Deseja profundamente que o tempo voe. O que não acontece. A tortura termina quando ele resolve ir embora, acompanhado. Despede-se dela duas vezes. Ela deseja sumir. Mas não consegue. Quem some novamente na multidão é ele. Acompanhado.
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